4.000 KM Passito a Passito. Superação Atleta Poeta da Amazônia


Pedalar mais de 4.000 km! Essa foi uma das superações do Poeta da Amazônia, Aniceto Almeida de 51 anos. Quando saiu de Belém(Pa), no dia 28/06, rumo a cidade de Santarém a bordo de um navio, para depois seguir viagem até Manaus/Am. Onde iniciou suas primeiras pedaladas rumo ao deserto do Atacama no Chile.

Com poucos recursos para viajar de avião, decidiu ir de bicicleta até a cidade de São Pedro do Atacama, onde participou da tradicional Ultra Maratona de 250 Km.

Mais para conseguir tal feito, Aniceto teve que superar inúmeros obstáculos: lesão no calcanhar no final de 2016; retorno aos treinos preparatórios, no inicio de janeiro de 2017; falta de recursos para equipamentos adequados para treinar e os obrigatórios para poder participar da prova; bicicleta pesada; perigos nas estradas e falta de dinheiro para sua alimentação, durante os quase 72 dias que pedalou.

Segundo Poeta, alguns incidentes aconteceram durante sua viajem,

“Ao entra na cidade de Arica, que faz fronteira com Peru, o cachorro da policia chilena, não parava de cheirar sua bicicleta, o que o me fez chorar, pois em alguns momentos no Peru, deixei minha bicicleta sozinha e achava que tinham colocado droga, por conta disso, minha bicicleta foi toda desmontada e graças ao nosso bom Deus, nada encontraram e o cachorro só parou quando pegou meu pacote de miojo. Outro fato foi quando um carro bateu com o retrovisor no guidom , case me derrubando. O motorista parou e pensei em brigar, xingar, mais só pedi um abraço, que me deu, meio desconfiado. Foram várias situações nesses 4.000 km. Dormi na rua, em banheiro, ginásio, trabalhei para me alimentar e era confundido como andarilho e eu explicava que tinha família e estava indo participar de uma corrida.”

Outra surpresa para o nosso maratonista, foi quando chegou em seu destino: “Tomei um susto ao chegar, pois era minha primeira vez, não conhecia e pensava que era o deserto, o deserto dos livros, era só areia. Uma realidade totalmente diferente, um lugar turístico, bastante visitado, um deserto rico, com água, plantação, alimento e um povo maravilhoso, que fiz até uma homenagem, colocando a bandeira deles na minha camisa.

Trabalhei na construção civil e em festas para garantir minha alimentação e dormida, até o início da corrida. A corrida foi bastante difícil, mas como sou da Amazônia! Belém bem quente, não tive muita dificuldade na prova, tirando a parte da noite, na hora de dormir... paraense não é bom de frio, até brinco ‘não comprei um saco de dormir! Comprei um freeze” , pois fazia muito frio e as vezes abaixo de zero, como meus equipamentos não eram bons, só quando amanhecia e começava a correr, era só alegria.

Deus me preparou algo mais gigantesco, foi transformador. Fui para fazer uma corrida solo e acabei competindo como guia de um monstro em maratona, Vladmi dos Santos do Rio Grande do Sul, um deficiente visual, que foi mais meu guia que eu dele. Foi ele que praticamente me guiou no deserto, com os olhos do coração, pois esses olhos que a luz entra, a gente não vê muita coisa, com os olhos do coração que a gente ver mais. Poderia chegar ou não entre os 10 (dez) primeiros, mas essa experiência como guia, foi maravilhosa e não fiquei triste em chegar em 43º lugar, só quando cruzei a linha de chegada, parece meio loucura, mais quando vi a linha de chegada, terminou! Acabou tudo.....queria mais 500 km, não tem como explicar, só estando lá.”

Com seu jeito bem paraense de ser, Poeta da Amazônia, foi conquistando admiradores em Atacama e mais uma vez os bons ventos sopraram ao seu favor. “Todo ser humano tem um atleta dentro dele e ele consegue tudo. O fato de ter ido pedalando até o Atacama, não foi para me fazer de coitadinho e sim a única forma econômica para chegar no Chile. Alguns perguntavam se não rolou carona....outros parabenizavam pelo feito e durante a festa de encerramento, eles realizaram uma rodada de balde e muitos colocaram dólares, que ajudou na minha volta. Foi marcante essa experiência, fiz amizade com pessoas de diversos países: China, Japão, Portugal..... eu não corro pensando em ser o melhor, eu corro....a corrida que me melhora como ser humano e essa corrida do Atacama, transformou a minha vida, minha alma.”

Mais um convite, foi feito para Aniceto Almeida no Chile. “Com meu desempenho, me convidaram para correr os 250 km de Gobi na Mongólia. Vou me preparar, fazer as campanhas nas redes sociais, pedindo ajuda dos brasileiros, dos paraenses, para conseguir patrocínios: para equipamentos, passagens e hospedagem. Correr é um vício e me faz uma pessoa melhor, a corrida salvou a minha vida, corro por amor e não por dinheiro, quero continuar levando minhas mensagens: da bicicleta, da Amazônia, uma Amazônia viva e para todos e vou fazer de tudo para correr em Gobi. Obrigado a todos que direta e indiretamente me ajudaram com a corrida do Atacama. Obrigado Belém in Forma, Priscila Amaral e equipa da Tv Record, ao SBT e demais meios de comunicação que divulgaram minha preparação e minha paixão pela corrida.

Fotos: Wildes Lima (Belém in Forma)

Acervo rede Social Poeta da Amazônia (Aniceto Almeida)

site https://www.4deserts.com/atacamacrossing/photos

Acesse os links no site:

https://www.4deserts.com/atacamacrossing/results

https://www.4deserts.com/atacamacrossing/videos

https://www.4deserts.com/atacamacrossing/photos

#Superação #AtletaPoetadaAmazônia #AtacamanoChile #ciclismo #maratonista #maratona #Gobi #Mongólia

28 visualizações
Fale conosco:

Para falar conosco pelo Whatsapp click aqui!

Socialize conosco:
  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram Social Icon

Endereço: Trav. Dr. Enéas Pinheiro nº301A-Altos

Belém-Pá, cep.: 66083-156